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Evitando carros com Sinistros

Vamos supor o caso de você estar comprando um carro usado pela internet, até que você encontra o veículo que é exatamente aquilo que você está procurando. Sendo assim, você ficou interessado, porque o preço é pelo menos 10% mais barato do que os outros que você está procurando, talvez até 20% a menos. Esse momento é quando você precisa olhar com muito cuidado para a tabela de preços e ter em mãos um laudo cautelar do veículo para ver se ele tem algum sinistro, se ele já foi batido e recuperado. Cada estado tem suas próprias designações para diferentes tipos de Laudos Cautelares. Algumas das palavras a serem observadas incluem o seguinte:

  • Pequena monta.

  • Média monta.

  • Grande monta.

  • Recuperação de Roubo e furto

  • Leilão

Embora os preços desses veículos sejam muito tentadores, eles também costumam acabar causando mais dores de cabeça e aborrecimentos do que você gostaria de lidar. E se você for vendê-lo novamente, não receberá muito dinheiro por ele, se é que vai conseguir vendê-lo. Em alguns casos, você certamente não vai conseguir negociar o carro usado com nenhuma loja.


Pequena Monta

Os sinistros de pequena monta são aqueles em que, após realizados os reparos necessários, independentemente se por meio de recuperação ou substituição de peças, o veículo pode voltar à circulação sem requerimentos adicionais de verificação, da mesma forma que em uma vistoria ou inspeção veicular. É possível incluir danos a peças externas e mecânicas, inclusive danos relativos à estrutura do veículo.


Média Monta

Nestes casos os danos são maiores, e podem ter causado problemas no que diz respeito ao bom funcionamento do veículo. Desta maneira, quando um sinistro recebe tal classificação do agente de trânsito, é obrigatório fazer uma avaliação técnica do veículo, após a realização dos reparos.


Grande Monta

Já no caso dos sinistros de grande monta, os veículos sofreram danos irrecuperáveis. Mesmo realizando procedimentos de reparo, o veículo não é mais passível de circular pelas vias públicas e por isso é destinado à sucata, a fim de serem reaproveitadas, peças e componentes que ainda estejam em bom estado.


Recuperação de roubo e furto Assim como existem outros fatores que desvalorizam o carro, o sinistro de roubo e furto também desvaloriza. Um veículo que sofreu sinistro de roubo ou furto chegam a custar até 30% menos do seu valor de mercado.


Leilão Existem 3 principais tipos de leilões. Tem o leilão de montadora, que é aquele realizado pelas próprias fabricantes de carros. Tem o leilão de recuperação financeira, quando o automóvel é obtido por falta de pagamento ou algum outro problema. Tem ainda o leilão de seguradora, ou seja, de carros recuperados de furto ou que passaram por algum sinistro.

Normalmente, os leilões realizados por montadoras ou de recuperação financeira podem vir a ter carros em boas condições, mas não é algo garantido. Isso porque esses automóveis podem ter problemas de todos os tipos.


Um leilão de montadora, por exemplo, pode incluir carros que desenvolveram problemas ao ficarem expostos no pátio das concessionárias. Já um leilão por recuperação financeira pode incluir automóveis de donos que não cuidavam bem dos veículos.


No entanto, o pior cenário possível para comprar um automóvel é o leilão de uma seguradora. Isso porque todos os carros que se encontram lá passaram por algum tipo de situação que os torna inseguros para o comprador.

Independente do tipo, os carros com passagem por leilão tem uma alta desvalorização no mercado.

Aqui estão algumas razões para evitar um veículo com sinistro ou recuperado:

  • Não existem garantias de que todos os reparos necessários foram feitos, além do mais, você realmente não sabe se os reparos concluídos foram realizados com qualidade.

  • Deformação na estrutura do chassi de um veículo são danos irreversíveis. Portanto, a menos que essas peças tenham sido substituídas, elas não terão o desempenho esperado, o que coloca você em perigo.

  • Os fios elétricos do carro usado podem ter sofrido danos que não são visivelmente aparentes para quem faz os reparos no veículo. Fios escondidos que foram esfolados ou desgastados pelo acidente e não foram encontrados e substituídos, podem causar incêndios no carro usado.

  • Alinhamento problemático é bastante comum, porque é realmente difícil reverter uma estrutura danificada e deixá-la totalmente reta novamente. E neste caso, não é preciso muito para causar ainda mais problemas relativos à suspensão e alinhamento.

  • Airbags são itens caros de se substituir, tornando-se o item de segurança mais provável a ser ignorado quando um veículo destruído é consertado. O Airbag pode decidir entre a vida e a morte!

Estes são motivos óbvios para que você evite comprar um carro com sinistro por ter sofrido uma colisão grave. Evite complicações e não seja tentado por carros usados com sinistro.

Quase todos os anos, no Brasil e no mundo, nos deparamos com situações de tragédias envolvendo grandes volumes de chuva e a falta de escoamento nas cidades, o que acarreta em grandes inundações, enchentes, em muitas cidades brasileiras.

O que acontece é que após esses incidentes, muitos veículos que foram cobertos de água e lama precisam de alguma forma voltar a integrar o mercado de veículos, seja por manutenção, seja em forma de sucata.

Grande parte desses carros serão desmontados para peças e sucateados. No entanto, a outra parte chega ao mercado de carros usados e pode causar grandes dores de cabeça às pessoas que não conseguem resistir aos preços muito mais baratos.


Veja por que você deve evitar veículos danificados por alagamento:

No caso se for água salgada, o sal pode acabar no sistema elétrico do carro e não há como dizer que tipo de problemas isso causará no futuro. Isso é motivo de preocupação porque os computadores controlam quase tudo nos carros hoje em dia; sistema de entretenimento, pedal do acelerador, todos os vidros elétricos, fechaduras, e assim por diante.


O mofo traz todos os tipos de riscos à saúde que seria melhor evitar esse tipo de situação. Por mais que o carro usado tenha secado, há uma grande chance de que, antes de secar, o mofo começou a crescer em diferentes partes do carro usado, inclusive no interior do estofamento e do sistema de aquecimento / resfriamento.


Qualquer resíduo de água restante no carro fará com que ele comece a enferrujar de dentro para fora e isso não é nada bom.


Você já sabe pela Parte 1 deste guia que as anotações de alagamento podem não ter sido registradas no documento do veículo, por isso é fundamental saber como descobrir se um carro foi danificado por inundação, por conta própria. Aqui está o que você precisa procurar no carro usado:

  • Carpete ou estofamento aparentemente descolorido, fique atento caso ele não combine ou esteja solto (no caso de ter sido substituído às pressas);

  • Mau funcionamento elétrico - luzes do painel apresentam problemas, outras luzes internas, rádio, aquecimento, ar-condicionado, tomadas elétricas, limpadores e assim por diante;

  • Airbag e ABS que não funcionam corretamente (certifique-se de que os indicadores do painel [as luzinhas] estão funcionando!);

  • Veja se algum dos fios que você pode acessar sob o painel está quebradiço;

  • Sinta o cheiro do carro usado, afinal, mesmo se você não possa ver, o mofo deixará o veículo com um cheiro característico;

  • Verifique também se há manchas de líquido escorrido nas laterais. Verifique embaixo dos assentos e no porta-malas para ver se há sedimentos, lama ou ferrugem;

  • Veja se algum dos parafusos dos assentos está enferrujado ou se há ferrugem dentro dos trilhos da porta;

  • Verifique se há condensação dentro do vidro do velocímetro ou outros medidores;

  • Obviamente, a maneira mais fácil de evitar um carro danificado pela inundação é comprar carros usados em revendedores de renome que nunca colocariam esses veículos em seu estoque.

OUTROS TIPOS DE SINISTRO

Agora você vai ver vários outros tipos de sinistros que deve conhecer:

  • Reversão do hodômetro.

Carros usados com menos quilometragem são vendidos por mais do que aqueles com quilometragens mais altas, o que faz com que alguns vendedores maldosos adulterem o hodômetro para mostrar menos quilometragem. Certifique-se de que a quilometragem do veículo coincide com sua aparência. Você também pode procurar sinais de adulteração no painel e fazer uma avaliação geral se o desgaste visível parece ser característico de um veículo com essa quilometragem.

  • Danos de granizo.

Um carro pode receber muitos pequenos amassados e lascas de tinta em uma tempestade de granizo. Mesmo no caso de o carro ter sido comprado por um valor baixo, remover todos aqueles amassados e pintar novamente pode exceder o valor justo de mercado, o que significa que ficará inviável comprar esse carro usado. Procure por sinais de pintura de má qualidade para evitar um carro danificado pelo granizo, porque alguns meses depois, a pintura provavelmente começará a deformar e descascar.


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